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Bolsonaro sanciona Nova Lei do Gás para encerrar monopólio da Petrobrás

Por Lucas Silva 10 Abril 2021 Publicado em Economia
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Foi sancionada sem vetos, nesta quinta-feira, 8, pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a Nova Lei do Gás, que visa acabar com o monopólio da Petrobrás, na produção de energia elétrica nacional. A sanção modifica o regulamento em prol de promover concorrência à empresa e busca atrair R$60 bilhões em investimentos ao país, triplicando a produção de gás natural para integrá-lo na geração de energia do país.

 

O que muda?

 

Pelas novas regras, os consumidores industriais poderão comprar combustíveis diretamente dos fornecedores, ao invés de ficarem reféns de distribuidoras locais que adquiriam o produto com a Petrobras. Nesse cenário, quem leva vantagem são as indústrias de celulose, cerâmica, fertilizantes, petroquímica, siderurgia, entre outras.

 

Com esse novo cenário, as termelétricas, que hoje são movidas a diesel – que encarece o preço cobrado aos consumidores, por subir o valor do MWh médio de energia para R$1.200 – poderão se converter ao gás natural (da mesma forma como os automóveis). A forma de funcionamento atual das termelétricas causa alta na energia ao sistema quando chove pouco e as usinas não produzem o suficiente. Todos os elos da cadeia do gás, entre produção, transporte por dutos, tratamento, processamento, estocagem subterrânea, liquefação, regaseificação e comercialização, ficam afetados.

 

A Nova Lei do Gás visa harmonizar as regras regulatórias dos estados remover barreiras tributárias. Também tem por objetivo reduzir a burocracia na expansão da malha de transporte e impõe tratamento isonômico às empresas que precisarem acessar os dutos de transporte para a passagem do gás às suas infraestruturas de distribuição, tais como gasodutos de escoamento da produção, instalações de tratamento ou processamento de gás natural e terminais de gás natural liquefeito (GNL).

 

A expectativa de especialistas, entretanto, é que efeitos sobre os preços ainda vão demorar a ocorrer, já que a Petrobrás anunciou, nesta segunda, 8, outro aumento de 39% no preço do combustível. 

 

Informações da Folha de São Paulo