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Pecuária de Goiás: veja os números de Rio Verde em 2025

Por Carlos André 30 Setembro 2026 Publicado em Estado
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A pecuária de Goiás atravessou 2025 com uma redução do rebanho bovino, mas manteve posição estratégica no cenário nacional em diferentes cadeias de proteína animal. Os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram um Estado que continua entre os principais produtores pecuários do país, embora com mudanças relevantes na distribuição dos rebanhos e na liderança entre municípios.

O movimento mais evidente está na bovinocultura. O efetivo goiano terminou 2025 em 22,5 milhões de cabeças, recuo de 3,25% diante das 23,2 milhões de cabeças de 2024. É a terceira redução consecutiva. O rebanho havia atingido o pico de 24,4 milhões de cabeças em 2022, antes de cair para 23,7 milhões em 2023, 23,2 milhões em 2024 e chegar aos atuais 22,5 milhões.

Mesmo com a retração, Goiás permaneceu na terceira posição entre os Estados brasileiros, atrás de Mato Grosso, com 31,6 milhões de cabeças, e Pará, com 25,6 milhões. O Brasil fechou 2025 com 234,3 milhões de bovinos, queda de 1,66%, enquanto Goiás respondeu por aproximadamente 9,6% do rebanho nacional.

A concentração da bovinocultura continua particularmente forte no Norte goiano. Nova Crixás liderou o Estado, com 795,1 mil cabeças, crescimento de 2,9% em um ano. O município representa cerca de 3,5% de todo o rebanho bovino de Goiás e ocupa a 14ª posição no ranking nacional. Na sequência aparecem São Miguel do Araguaia, com 598 mil cabeças, e Porangatu, com 440 mil.

O desempenho mostra que a redução estadual não ocorreu de maneira uniforme entre os municípios. Enquanto o total de Goiás diminuiu, alguns polos ampliaram seus rebanhos, reforçando a concentração territorial da pecuária extensiva.

Suinocultura cresce em Goiás, mas Rio Verde perde posições no ranking nacional

Na suinocultura, o comportamento é diferente. Goiás encerrou 2025 com 1,6 milhão de suínos, crescimento de 3,3% em relação a 2024.

O resultado coloca o Estado na 7ª posição nacional, com participação de aproximadamente 3,7% do efetivo brasileiro. O Brasil chegou a 44 milhões de suínos, avanço de 0,5%, enquanto Santa Catarina permaneceu na liderança, com 9,4 milhões de cabeças.

É nesse segmento que aparece um dos principais movimentos envolvendo Rio Verde.

O município manteve a liderança estadual, com 311 mil suínos, mas registrou queda de 17,3% no efetivo. Com isso, Rio Verde caiu da 7ª para a 9ª posição no ranking nacional.

Ainda assim, o município concentra aproximadamente 19% do rebanho suíno goiano, considerando o total estadual de 1,6 milhão de cabeças. Ou seja, mesmo com a redução do efetivo, Rio Verde continua representando uma parcela expressiva da suinocultura de Goiás.

Depois de Rio Verde, aparecem Jataí, com 108 mil cabeças, e Cachoeira Alta, com 90 mil.

O contraste entre o avanço estadual e a retração de Rio Verde merece atenção. Enquanto Goiás ampliou o plantel, o principal polo municipal reduziu seu efetivo, alterando sua posição relativa no mercado nacional.

Avicultura muda de liderança: Itaberaí supera Rio Verde

Na avicultura, Goiás terminou 2025 com 95,1 milhões de galináceos, queda de 3,9% em relação ao ano anterior.

O Estado permaneceu na 6ª posição nacional, dentro de um mercado brasileiro que contabilizou aproximadamente 1,61 bilhão de galináceos.

A principal mudança ocorreu entre os municípios.

Itaberaí voltou a superar Rio Verde e assumiu a liderança estadual, com 9,37 milhões de galináceos, crescimento de 1,8%. O município ocupa a 9ª posição nacional.

Rio Verde, por sua vez, registrou 8,98 milhões de aves, queda expressiva de 20,6%. Com isso, perdeu a liderança estadual.

A retração de Rio Verde é relevante não apenas pelo tamanho absoluto do plantel, mas porque o município historicamente figura entre os principais polos avícolas do país. Dados anteriores do IBGE já colocavam Rio Verde entre os maiores municípios brasileiros em efetivo de galináceos.

Em 2025, portanto, a diferença entre os dois principais polos goianos passou a favorecer novamente Itaberaí.

Produção de ovos mantém Goiás entre os maiores produtores

Na produção de ovos de galinha, Goiás alcançou 293,1 milhões de dúzias em 2025, equivalente a aproximadamente 5,1% da produção nacional.

O Estado manteve a 9ª posição entre as unidades da Federação.

A liderança municipal ficou com Inhumas, responsável por 48,2 milhões de dúzias, volume que colocou o município na 16ª posição nacional.

Logo atrás aparece Leopoldo de Bulhões, com 46,2 milhões de dúzias.

Os números mostram uma característica importante da cadeia de ovos em Goiás: a produção permanece concentrada em municípios especializados, enquanto os maiores polos de aves de corte não necessariamente lideram a produção de ovos.

 

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