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K2_DISPLAYING_ITEMS_BY_TAG Aves

O Batalhão Ambiental da Polícia Militar (PM) resgatou mais de 80 aves silvestres que eram transportadas ilegalmente em caixas de papelão.

 

A polícia chegou até os animais na noite de terça-feira (1º), após compartilhamento de informações do 34⁰ BPM com equipes de inteligência do Batalhão Ambiental.

 

Ao abordar um carro em Goiânia e realizar buscas no veiculo, foram encontradas várias caixas com animais.

 

O motorista do carro foi autuado em flagrante por transportar ilegalmente espécie da fauna silvestre, inclusive aves ameaçadas de extinção e pelo crime de maus tratos.

 

As 85 aves, sendo 35 araras Canindé e 50 papagaios, foram encaminhadas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

 

Mais Goiás

 

K2_PUBLISHED_IN Estado

A Goiás Turismo está divulgando a atividade de observar ou avistar aves, também conhecida como “passarinhar” ou birdwatching, em inglês, no Parque Estadual de Terra Ronca e nas regiões da Chapada dos Veadeiros, Chapada das Emas, Vale do Araguaia e Entorno do Distrito Federal. O órgão participa dessa sexta-feira (17) até domingo (19) do Avistar 2024 – Encontro Brasileiro de Observação de Aves, em São Paulo.

 

De acordo com o divulgado pelo Governo de Goiás, o evento reúne pesquisadores, praticantes, empresários e gestores do turismo para debater o tema durante os fóruns com especialistas, palestras, oficinas, além de lançamentos de livros.

 

A delegação de Goiás é composta por servidores da Goiás Turismo, empresários, gestores e pesquisadores que irão divulgar as potencialidades do estado neste nicho de mercado, que tem crescido em todo o mundo. No Brasil, são mais de 50 destinos de ecoturismo que promovem a observação de pássaros.

 

Muitos dos praticantes vêm até de outros países para observar e registrar em fotos as espécies raras encontradas no Cerrado, como o Tiriba do Paranã, que pode ser visto em Guarani de Goiás, no Nordeste goiano. Segundo o presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral, a observação de aves é uma atividade de lazer que também contribui para a conservação dos ambientes naturais e para a educação ambiental e científica.

 

“Muitos turistas procuram destinos onde possam fazer o birdwatching por diversos motivos, seja para estar em contato com a natureza, descobrir algo raro ou belezas que não se encontram em nenhum outro lugar do planeta. E Goiás, com toda a sua riqueza natural, é um ótimo lugar para passarinhar”, acrescentou.

 

A prática de birdwatching

 

Segundo o Ministério do Turismo, a observação de aves é uma modalidade que se desenvolve rapidamente no mercado turístico nacional, impulsionada pelo crescente interesse no segmento de ecoturismo.

 

O Brasil é um dos países com maior biodiversidade do mundo e, por esse motivo, tem potencial para crescer ainda mais neste nicho de mercado. A estimativa é que atualmente o número de observadores de aves no país pode variar entre 40 mil a 300 mil.

 

A Goiás Turismo enfatiza ainda que estudiosos e amantes da prática afirmam que o interesse dos visitantes em estar perto da natureza para flagrar e acompanhar espécies diferentes se tornou hobby com capacidade de gerar empregos, fomentar a economia do turismo sustentável e conservar a fauna e flora locais.

 

Diário de Goiás

K2_PUBLISHED_IN Estado

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) publicou a Instrução Normativa 10/2023, determinando o prazo até 31 de janeiro de 2024 para o registro ou recadastramento de estabelecimentos avícolas comerciais em Goiás. A ação integra as medidas do Governo de Goiás para prevenção e controle de doenças aviárias, incluindo a Influenza Aviária e NewCastle.

 

A obrigatoriedade do cadastro, realizado por meio do Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago), é parte de um conjunto de iniciativas sanitárias. Todos os registros concedidos permanecerão válidos até o final do ano corrente.

 

Em meio à situação de emergência sanitária nacional para a gripe aviária, estados litorâneos já notificaram a presença do vírus em aves e mamíferos silvestres. Em Goiás, até o momento, não foi registrado nenhum caso de Influenza Aviária.

 

Prevenção à gripe aviária em Goiás

 

Em agosto de 2023, o estado já havia decretado situação de emergência zoossanitária para mitigar o risco da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade. O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destaca a referência do estado na defesa sanitária, enfatizando o trabalho contínuo para evitar a disseminação de doenças.

 

Rafael Costa Vieira, gerente de sanidade animal, ressalta a importância de dedicar esforços para manter Goiás como zona livre da doença. Além das regras para registro, a Instrução Normativa reforça medidas sanitárias em estabelecimentos avícolas comerciais, como granjas, para prevenir a possível disseminação do vírus.

 

Controle e medidas preventivas

 

Vieira destaca a necessidade de controle máximo sobre os estabelecimentos, incentivando o cadastro dentro das normas estabelecidas. A instrução normativa orienta práticas como a utilização de telas em locais de criação de aves, o fornecimento de alimentos em instalações protegidas e outras medidas para evitar a entrada de aves e animais silvestres.

 

Todas as medidas adotadas visam garantir a sanidade do plantel goiano. Em caso de detecção do vírus, mesmo que seja em uma única ave, será preciso adotar o que prevê o plano de contingência, que é o extermínio de todo o plantel. Isso significa morte de animais e uma perda financeira significativa para o criador", alerta Rafael Costa Vieira.

 

Olha Goiás

K2_PUBLISHED_IN Agricultura

Os abates de suínos e frangos cresceram 2,5% e 0,9%, respectivamente, no ano passado em Goiás.

 

Divulgada nessa quarta, 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pesquisa Trimestral de Abates de Animais mostrou ainda que, em 2022, houve aumento do volume de cabeças abatidas de vacas (16,5%) e novilhas (14%).

 

O total de bovinos abatidos, no entanto, recuou 0,8%, puxado principalmente pelo desempenho dos abates de bois, com queda de 5,9% no período.

 

Em 2022, os abates de suínos bateram recordes na série histórica iniciada em 1997, tanto em nível estadual quanto nacional.

 

Goiás registrou mais de dois milhões de cabeças de suínos abatidas. No país como um todo, o volume atingiu 56,2 milhões de cabeças — aumento de 5,9% em relação a 2021.

 

No ano passado houve recorde também em abates de frangos. Goiás alcançou a marca inédita de 466,4 milhões de cabeças abatidas. Já o resultado nacional foi o segundo melhor da série histórica iniciada em 1997, com 6,1 bilhões de cabeças abatidas.

 

“A procura do consumidor por diversificar o consumo de proteína elevou a demanda interna por suínos e frangos, e isso se refletiu no aumento dos abates desses animais”, explica o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tiago Mendonça.

 

“São flutuações de mercado, e é importante ressaltar a solidez e o dinamismo da pecuária goiana e brasileira. A cadeia da carne conseguiu atender essa nova demanda e garantir o abastecimento do mercado”, completou.

 

Ovos

 

O IBGE pesquisou ainda a “produção de ovos de galinha” e a “produção de ovos de galinha para consumo” no ano passado. As granjas goianas entregaram 216 milhões de dúzias de ovos em 2022. O volume representou crescimento de 1,7% em relação a 2021.

 

Enquanto isso, os “ovos produzidos para consumo” totalizaram 103,2 milhões de dúzias (mais 2,9%).

 

Por fim, a Pesquisa Trimestral de Abates de Animais trouxe dados sobre a produção de leite. Em 2022, a quantidade de leite cru adquirido em Goiás caiu 11,2% frente ao resultado do ano anterior. Foram 2,2 bilhões de litros. O preço médio pago ao produtor ficou em R$ 2,76, valor 29% superior ao de 2021.

 

De acordo com o IBGE, problemas climáticos relacionados ao fenômeno La Niña e altos custos de produção influenciaram o resultado.

 

FONTE: JORNAL OPÇÃO

K2_PUBLISHED_IN Estado

José Tadeu Arantes
Agência Fapesp

 

Mais de 70% das espécies vegetais que produzem flores dependem de aves para dispersar suas sementes. Como as aves consomem frutos de diferentes espécies vegetais, a interação ave-planta configura uma série de redes complexas.

 

Um estudo, conduzido no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que a estabilidade evolutiva de cada espécie de ave depende da posição que ela ocupa na rede, sendo tanto maior quanto maior o número e mais centrais são as interações que estabelece com potenciais espécies de plantas parceiras – isto é, quanto mais conexões mantenha com diferentes partes da rede como um todo. Os resultados da pesquisa foram divulgados na revista Science.

 

"As espécies de aves que ocupam posições mais centrais na rede, isto é, que se conectam mais, tendem a ser mais estáveis em termos macroevolutivos", diz Gustavo Burin, primeiro autor do artigo.

 

O pesquisador conta que estabelecer essa correlação entre as interações das espécies e sua dinâmica evolutiva constituiu um enorme desafio, porque foi necessário cotejar dois processos que ocorrem em escalas de tempo completamente diferentes. A dispersão de sementes se dá na escala do ano, enquanto a evolução acontece na de milhões de anos.

 

"Trabalhamos durante quatro anos no tema, integrando dados de 468 espécies de aves pertencentes a 29 redes de dispersão de sementes. E demonstramos que, quanto mais vínculos a espécie de ave estabelece com espécies de plantas, maior sua chance evolutiva. Ou, dito talvez de forma mais precisa: quanto maior a estabilidade evolutiva de uma espécie de ave, mais chance nós temos de observar sua importância relativa dentro de uma rede de dispersão de sementes – importância que é avaliada pelo número e padrão de interações que a espécie estabelece", afirma Burin.

 

"As espécies que ocupam posições centrais na rede atendem a uma de duas características: ou são mais longevas, com maior tempo de existência no planeta, ou são aquelas que pertencem a grupos que acumularam muitas espécies em intervalo de tempo relativamente curto, de modo que se uma espécie desaparece outras muito parecidas a substituem", complementa o pesquisador.

 

Entre as aves nativas no território brasileiro, dois exemplos de espécies longevas são o sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) e o sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca).

 

"Estamos aqui enfatizando a importância das interações com as plantas para o sucesso evolutivo da espécie de ave. Mas a recíproca também pode ser verdadeira. Plantas que podem contar com mais espécies de aves para disseminar suas sementes têm maior chance de se propagar e sobreviver. Quando existe um animal vertebrado dispersor, a semente pode ser levada a dezenas de quilômetros de distância da sua posição de origem", ressalta Burin.

 

Esse mecanismo é mais intenso e efetivo em regiões quentes, úmidas e menos sujeitas a variações sazonais. Não é por acaso que a Amazônia colombiana e o sudeste asiático abrigam os principais santuários de biodiversidade do planeta, tanto animal quanto vegetal.

 

A pesquisa combinou dados ecológicos, modelagem matemática e computacional e ferramentas analíticas derivadas do estudo de redes complexas. E, além de Burin, teve a participação de Paulo Guimarães Jr e Tiago Quental.

 

Texto originalmente publicado em Agência Fapesp


Agência Fapesp

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