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K2_DISPLAYING_ITEMS_BY_TAG Empreendedores

A Agência de Fomento de Goiás (GoiásFomento) liberou em 2024 R$ 66 milhões em linhas de crédito subsidiadas para micro, pequenas e médias empresas. O valor representa uma alta de 66,67%, na comparação com 2023.

 

Foram 1.633 operações contratadas, que contribuíram para a geração e manutenção de 3.317 empregos diretos.

 

Segundo o presidente da GoiásFomento, Lucas Fernandes, esse desempenho reflete o compromisso da instituição em democratizar o crédito e fomentar o desenvolvimento dos municípios, conforme orientação do governador Ronaldo Caiado.

 

“O benefício ofertado pelo governo proporciona atrativos, como financiamentos com taxa zero, prazo estendido e carência maior”, ressalta o presidente.

 

As linhas de crédito são destinadas a vários segmentos, como o turismo, agronegócio, comércio e serviços. A agência também tem ampliado a atuação municipalista ao formalizar convênios com prefeituras, com o intuito de fomentar o empreendedorismo nas cidades goianas.

 

Semana do Crédito

 

Em 2024, a Semana do Crédito promovida pela agência realizou 2.792 atendimentos, em 27 cidades do estado, e resultou em 683 empresários qualificados. A ação visa levar a GoiásFomento até o pequeno empreendedor dos municípios e terá novas edições em 2025, buscando superar os números do ano anterior.

 

“Nosso objetivo é impulsionar o evento para fortalecer o empreendedorismo, com acesso facilitado a crédito e toda praticidade de ter a agência no município em que fica o negócio, sem necessidade do empresário precisar se locomover”, explica Lucas Fernandes.

 

Histórias de transformação

 

O empresário Carlos Henrique, CEO e fundador do Açaí do Ninja, é cliente da GoiásFomento e usou o crédito para expandir seu negócio. A empresa deu tão certo que Carlos abriu uma rede de franquias, atualmente com 80 lojas em Goiás. As projeções não são nem um pouco tímidas: inaugurar lojas em outros países.

 

“A GoiásFomento foi parceira forte da minha empresa, que ajudou a realizar meu sonho. E também tem contribuído com os franqueados, que adquirem crédito na instituição e utilizam como capital de giro para abrir uma loja”, destaca.

 

Agência Cora de Notícias 

K2_PUBLISHED_IN Estado

Goiás vive um verdadeiro boom de empreendedorismo: em 5 anos houve um aumento de quase 80% só em microempreendedores individuais (MEIs). Entretanto, segundo dados do Sebrae Goiás, 34% desses negócios encerram suas atividades em até dois anos – e apenas 27% passam dos cinco. Para a instituição, a falta de gestão é a principal responsável por baixas em CNPJs no Estado.

 

O gerente da unidade de gestão estratégica do Sebrae Goiás, Francisco Lima, afirma que a “dificuldade de conhecer gestão, de saber sobre a gestão do seu negócio, influencia muito na taxa de mortalidade” dos microempreendedores individuais. “A maioria dos empreendedores que encerra suas atividades em menos de 5 anos demonstra alto grau de desconhecimento de processos básicos de gestão e isso acaba influenciando muito nessa taxa de mortalidade”, aponta.

 

Ele reconhece, todavia, que o fator burocrático também impacta, assim como o acesso ao crédito e a mão de obra, quando necessário. “Não só ter o recurso disponível para acesso ao crédito, mas a taxa de juros muito alta para esse financiamento da produção. A dificuldade de contratação de mão de obra. A dificuldade de acessar novos mercados, de obter clientes, de acompanhar a mudança de comportamento dos clientes e a digitalização dos negócios. Todos esses são fatores que influenciam muito na sobrevivência dos negócios.”

 

Escola de negócios ajuda empresas com capacitação

 

Apesar de empreender ser um sonho de muitos brasileiros, manter as portas abertas nem sempre é fácil. Relatório do governo federal (Mapa de Empresas) revela que 2.153.840 empresas encerraram suas atividades em 2023. O número é 25,7% maior que 2022. Contudo, para tentar minimizar os obstáculos, a capital goiana possui a Escola de Negócios, vinculada à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Goiânia.

 

O coordenador da CDL Goiânia, Felipe Teles, explica que a escola é um projeto da entidade para formação e desenvolvimento pessoal e profissional, com cursos livres de curta duração, atualizados mensalmente, voltados ao aspecto prático para o desenvolvimento profissional. “O principal objetivo é capacitar os colaboradores, líderes, gestores e a comunidade em geral para termos um comércio forte, com um bom atendimento e eficiência”, esclarece.

 

Ele lembra que a Escola de Negócios, que já foi chamada de Escola do Varejo, foi instituída pela CDL Goiânia em 2002. “São 22 anos de atuação e, ao longo desse período, ela já realizou mais de 45 mil capacitações”, diz e completa: “Ela contribui com o aprimoramento profissional, o desenvolvimento pessoal e a capacitação da mão de obra que, como sabemos, é uma demanda generalizada de todo o setor produtivo.”

 

Como resultados, Teles observa o aumento da produtividade, retenção e valorização do colaborador, aprimoramento do currículo profissional, bem como a melhoria da eficiência das equipes. Diante de um cenário no qual a inexperiência é a principal dificuldade, ele aponta que os cursos da escola conseguem apoiar os empreendedores, especialmente de pequenos e médios negócios, a se aperfeiçoarem na gestão, liderança, organização da empresa, comunicação e mais.

 

Podem participar da Escola de Negócios empresários, empreendedores, gestores, atendentes e a população em geral. Além disso, conforme o coordenador da CDL Goiânia, existem cursos voltados para todos os tipos de necessidades. “Inclusive, caso haja alguma necessidade de treinamento específica, podem também ser contratados cursos sobre demanda por meio de in company”, ressalta.

 

Há, ainda, temas de estudo aplicáveis para as ações sazonais, como Natal e outras datas comemorativas. Segundo Felipe Teles, a CDL Goiânia também planeja e disponibiliza cursos especialmente voltados para essas datas. No momento, já está na grade um curso direcionado para a Black Friday.

 

Por fim, ele acrescenta que os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o ano de 2024 contou, em média, com 4,5% a mais de novos empregos do que os últimos 4 anos para o setor de comércio e serviços. “Assim, para novembro e dezembro a tendência é termos ainda mais 2,5 milhões de empregos formalizados. Desta forma, há uma necessidade constante no mercado por mão de obra qualificada, assim como por pessoas que demonstram o perfil ativo na busca pelo crescimento pessoal e profissional.”

 

Necessidade é o principal motivo que torna uma pessoa empresária em Goiás

 

Segundo dados da 6ª Edição da Pesquisa Perfil do Microempreendedor, divulgado em outubro deste ano pelo Sebrae Goiás, 55% das pessoas revelaram que a necessidade foi a principal motivação para ser empresário e 43% empreenderam por oportunidade.

 

E antes de abrir uma empresa, 52% trabalhavam de carteira assinada, 16% eram trabalhadores informais e trabalhadores sem carteira assinada que resolveram abrir um negócio respondem por 15%. Outros 6% são donas de casas que resolveram empreender e 3% estavam desempregados quando decidiram se tornar empresários.

 

Empresários reconhecem necessidade de capacitação

 

Na mesma pesquisa do Sebrae, foi abordada a necessidade que empresários sentem em fazer capacitação, cursos ou passar por uma consultoria. Em primeiro lugar, entre as áreas em que os empreendedores mais sentem necessidade em se capacitar estão Propaganda/Marketing com 35% e Controles Financeiros também com 35%. Na sequência, com 33%, aparece Como Vender nas Redes Sociais e Orientação para o Crédito surge com 30%. Já o Atendimento ao Cliente chega com 29%, enquanto 23% querem se capacitar em Melhoria da Qualidade de Produto/Serviço.

 

Além disso, 10% dos entrevistados acreditam que não tem necessidade de passar por capacitação, cursos ou consultorias.

 

Até empresas pioneiras em Goiás buscam a capacitação

 

Participar de cursos, capacitações e consultorias é importante não só para quem está começando a empreender, mas até para empresas que têm muitos anos de história no comércio. É o caso da loja Tecidos Tita, que iniciou suas atividades em 1954. 

 

Considerada uma das pioneiras no atacado de tecidos em Goiás e no País, a empresa valoriza a capacitação contínua e a atualização no mercado. “Sempre que surgem cursos na Escola de Negócios da CDL que se alinham com o nosso segmento e que identificamos como ferramentas para melhorar a gestão e os resultados da empresa, não hesitamos em nos inscrever. Essa participação ativa reflete nosso compromisso com a excelência e a inovação em um mercado competitivo”, afirma Railza Araújo Santos, da Comunicação e Marketing Digital da loja.

 

Há muitos anos a empresa participa de cursos em parceria com a CDL Goiânia. “Participamos dos cursos de forma estratégica, focando nos departamentos que mais necessitam de qualificação, como vendas, financeiro, faturamento, RH e marketing digital. Com o avanço tecnológico e as mudanças constantes no mercado, é essencial que nossas equipes estejam sempre atualizadas para manter a competitividade e a eficiência da empresa”, explica.

 

Para Thiago Gomes de Moraes, que também trabalha na Comunicação e Marketing Digital da empresa, a capacitação contínua é fundamental para os lojistas que desejam se manter competitivos e preparados para as constantes mudanças do mercado. E os resultados são percebidos no crescimento das vendas e no cliente satisfeito. 

 

“A busca por cursos e treinamentos não só aprimora as habilidades das equipes, mas também contribui para uma gestão mais eficiente. Na Tecidos Tita, notamos melhorias significativas, especialmente em áreas como vendas, onde a capacitação refletiu diretamente em um aumento de resultados e na satisfação dos nossos clientes”, destaca.

 

Hoje, muitas empresas enfrentam dificuldades para manter o negócio funcionando. “Um dos principais desafios atualmente é encontrar mão de obra qualificada e comprometida. Para enfrentar essa situação, mantemos a mesma estratégia adotada pelos fundadores, Sr. Manoel da Cunha Rego Madruga e Dona Maria Fernandes de Góis Madruga, que consiste em não exigir experiência prévia em determinados departamentos, investindo na capacitação interna de nossos colaboradores. Sob a gestão da segunda geração da família, com o Sr. Benvenuto Veras Junior, sobrinho dos fundadores, damos continuidade a esse legado”, afirma Thiago Gomes.

 

Dessa forma, a loja acredita que promove o desenvolvimento profissional, fortalece os valores da empresa e reduz a rotatividade, garantindo uma equipe mais estável e engajada. Com 70 anos de história, a companhia tem a receita para manter uma boa gestão. “Focamos em capacitar nossa equipe, acompanhar os resultados de perto e nos adaptarmos às mudanças. Além disso, estamos sempre de olho nas tendências e buscando inovação, o que nos ajuda a continuar crescendo e sendo uma referência no segmento têxtil, confecção e cama/mesa/banho”, conclui Railza Araújo Santos. 

 

Mais Goiás

K2_PUBLISHED_IN Comercio

Segundo uma pesquisa do Nube - Estagiários e Aprendizes, mais de 50%, de cerca de 41 mil votantes, consideram abrir o próprio negócio no futuro. Para muitos, essa é a oportunidade perfeita para investir em um projeto pessoal, conquistar mais flexibilidade e turbinar as habilidades. Nos últimos anos, o desejo de empreender cresce exponencialmente.

 

Pesquisas do Nube apontam o aumento do desejo de empreender 

 

Ainda conforme o estudo do Nube, realizado com jovens de 15 a 29 anos, 16% já se consideram com perfil empreendedor. Outros 35% também possuem essa vontade, mas pretendem fazer mais especializações antes. Por fim, 21% se vê em cima do muro, para eles, a condição financeira depende muito. 

 

Segundo Yolanda Brandão, gerente de treinamentos do Nube, existem inúmeras razões para levar alguém a esse desejo. “Em um cenário de crise e alta taxa de desemprego, empreender pode ser considerado um meio para contornar a situação.

 

No começo, pode ser temporário até uma recolocação no mercado formal. Contudo, por vezes, o negócio se torna um projeto de vida”, afirma. 

 

Para corroborar, o Nube fez mais um  levantamento, perguntando: “você sonha em ter o próprio negócio?". Como resultado, 52% dos entrevistados pensam nessa possibilidade, mas também querem agregar mais vivências. Para 17%, não há dúvidas, pois é a oportunidade ideal para ter mais tranquilidade e controle sobre a vida. Enfim, 14% anseiam ser seu próprio patrão e não trabalhar para ninguém, além de si mesmo. 

 

Dessa forma, as métricas comprovam como o desejo de iniciar um CNPJ aumenta a cada dia, independentemente de faixa etária. Ademais, as transformações digitais e o crescimento do e-commerce graças à pandemia, também foram grandes influenciadores.

 

“O empreendedorismo é entendido como uma chance de maior liberdade e prosperidade. Isso porque o meio corporativo sofreu sensíveis mudanças nas últimas décadas e seguir uma carreira ficou mais instável. Essa alternativa passou a ser reconhecida como uma chance para mais profissionais”, comenta Yolanda.

 

3 dicas para abrir um negócio e empreender com sucesso

 

De acordo com Yolanda, é normal ter um certo receio quando se trata de iniciar algo ainda inexplorado. “Qualquer projeto novo gera insegurança e existem algumas estratégias para lidar com isso”, expõe. Nesse sentido, a especialista elencou alguns tópicos para quem tem o interesse de seguir esse caminho. Confira: 

 

1) Faça um bom planejamento: 

 

“Para mitigar o medo, é necessário planejamento. Ou seja, estudar o segmento, conceitos de administração e gestão, marketing, entre outros”, recomenda a especialista.

 

Logo, busque todas as informações relativas ao negócio e entenda quais as dores e urgências do seu público, para ser mais assertivo e eficiente quanto precisar chegar até ele. “Atualize-se sobre tudo envolvido na administração de uma companhia, mesmo se ela tiver apenas você”.

 

2) Compartilhe a experiência:

 

Enfim, é essencial criar e manter uma rede de contatos. “Empreender pode ser uma tarefa bastante solitária. Por isso, busque grupos sobre o tema, encontre um mentor ou uma mentora.

 

Isso ajuda em diversos âmbitos”, indica Yolanda. Além disso, é uma maneira eficaz de fazer networking, entendendo as vivências alheias para agregar em suas próprias. Vale ressaltar: nenhuma corporação de sucesso chegou ao topo sozinha.

 

3) Busque a inovação: 

 

Essencialmente com a transformação digital impulsionada pelo isolamento social, abrir uma instituição tornou- se mais fácil. Por isso, é crucial buscar a inovação, uma maneira de se destacar da concorrência e obter êxito perante os consumidores.

 

“Fique atento às movimentações do mercado”. Afinal, quem não se adapta às tendências acaba sendo deixado de lado, se torna obsoleto e perde espaço. 

 

Por fim, Yolanda destaca como esse é um discurso recorrente para a juventude, principalmente entre a Geração Z. “Nem sempre como uma única possibilidade de carreira, mas atrelado a outras trajetórias profissionais, como um estágio, por exemplo”, finaliza. 

 

Fonte: Yolanda Brandão, gerente de treinamentos do Nube

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