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A abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira está cada vez mais próxima, mas ainda depende de etapas técnicas e diplomáticas cruciais. A entrada do Brasil nesse seleto grupo dependerá da capacidade do país em atender, com rigor, as exigências sanitárias e o padrão de excelência japonesa, um desafio que pode redefinir o futuro da pecuária brasileira.

 

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o Brasil deve receber, ainda neste mês de novembro, uma nova visita de autoridades do Japão. O objetivo é realizar a auditoria final em frigoríficos nacionais, última fase antes da oficialização do protocolo bilateral.

 

“Com essa auditoria final nas plantas frigoríficas, acho que o protocolo fica pronto e devemos ter o anúncio, se Deus quiser, ainda este ano”, destacou Fávaro.

 

A visita faz parte do processo de habilitação iniciado após o reconhecimento do Brasil pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como país livre de febre aftosa sem vacinação, um marco sanitário que abriu portas para novos acordos. Em junho, uma comitiva japonesa já havia inspecionado estabelecimentos sob vigilância sanitária, avaliando o sistema brasileiro de controle e rastreabilidade.

 

Um memorando do governo brasileiro, emitido após a visita técnica de autoridades japonesas em junho, revelou que o Brasil respondeu a um extenso questionário enviado por Tóquio sobre os procedimentos sanitários para a importação de carne bovina da região Sul do país, especificamente dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

 

Esses três estados foram os primeiros a receber o reconhecimento de áreas livres de febre aftosa sem vacinação, condição sanitária fundamental para a abertura de novos mercados. Em nota, o Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão confirmou estar ciente da nova classificação sanitária do Brasil e informou que “conduz uma avaliação de risco conforme os procedimentos japoneses” antes de liberar qualquer autorização de exportação para frigoríficos brasileiros.

 

O analista de mercado da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, avalia que os efeitos dessa nova rota comercial devem ser graduais e concentrados, ao menos num primeiro momento, na região Sul do país.

 

“Por hora, o Japão deve comprar carne dos estados da região Sul, inicialmente. O que está se estudando é que esses estados sejam os primeiros a serem credenciados”, explica Iglesias. Segundo ele, o volume de exportação previsto nessa fase inicial não será expressivo o suficiente para provocar impacto nos preços internos da arroba do boi gordo.

 

Com base nessas auditorias, o Japão poderá autorizar o Brasil a operar no modelo de pré-listing, mecanismo que simplifica as futuras aprovações de frigoríficos e permite exportações a todo o território japonês.

 

Apesar do otimismo, uma fonte ligada ao Ministério da Agricultura admite que ainda não há data definida para a nova visita dos japoneses. Internamente, a expectativa era de que a abertura ocorresse ainda em 2025, mas há cautela. “O processo é técnico, e o Japão é extremamente rigoroso”, disse a fonte.

 

A eventual abertura japonesa também tem peso estratégico. Ao reduzir a dependência da China, o Brasil ganha mais poder de barganha e estabilidade em suas exportações. Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil embarcou cerca de 2,44 milhões de toneladas de carne bovina, volume 16% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2024. As exportações somaram US$ 12,4 bilhões em receita, refletindo o bom desempenho do setor no mercado internacional.

 

Atualmente, o Japão importa cerca de 730 mil toneladas de carne bovina por ano, sendo os principais fornecedores Estados Unidos e Austrália, países com status sanitário já reconhecido e forte presença comercial. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, mesmo que o Brasil conquiste uma fatia desse mercado, o efeito sobre o cenário doméstico será limitado.

 

Com quase 125 milhões de habitantes e alto poder aquisitivo, o Japão é um dos maiores importadores de carne bovina do mundo. O país asiático é conhecido por seu nível de exigência em rastreabilidade e qualidade sensorial, especialmente em cortes premium com marmoreio acentuado. 

 

“O Japão é um dos melhores pagadores do mundo. Se essa abertura realmente se confirmar, o Brasil vai precisar entregar um produto mais padronizado e de alta qualidade”, observou Lygia Pimentel, CEO da Agrifatto. 

 

Caso o acordo se concretize até o fim de 2025, o volume inicial exportado deve ser pequeno, mas com alto valor agregado, voltado a nichos de mercado e cortes nobres. No médio prazo, o movimento pode fortalecer a imagem da carne brasileira como produto premium e sustentável. “Estamos construindo um mercado exportador mais robusto e diversificado. A abertura ao Japão seria uma conquista de longo prazo, que elevaria o patamar da carne bovina brasileira no cenário global”, concluiu Pimentel.

 

Para conquistar o consumidor japonês, o Brasil precisará investir em melhorias genéticas, nutrição equilibrada e biotecnologias reprodutivas. Ferramentas como a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) são vistas como essenciais para garantir uniformidade e qualidade. “Essas biotecnologias permitem acelerar a seleção genética e atender ao perfil de consumo de mercados exigentes como o japonês, que valorizam experiência e padrão sensorial”, destacou Lygia.

 

Durante o Congresso Mundial da Carne, que ocorreu em outubro em Cuiabá, o Notícias Agrícolas conversou com o Assessor Técnico de Bovinocultura da CNA, Rafael Ribeiro, sobre a implementação da rastreabilidade no setor que vai contribuir para a abertura de mercado exigentes, como o caso do Japão e Coreia do Sul. "São mercados que têm uma exigência maior com a questão sanitária, mas também remuneram melhor por essa carne. Então, pensando em termos de agregação de valor, qualidade e também de diversificação de mercado, é muito importante a entrada do Japão em nosso mercado", informou. 

 

Ribeiro ainda destaca que recentemente houve uma missão dos japoneses no Brasil para conhecer o sistema de defesa. "Nós acreditamos que até o final do ano ou mais tardar no início de 2026 devemos ter uma notícia mais positiva. Já a Coreia do Sul deve demorar um pouco mais por questões internas do País, mas é outro mercado que junto com o Japão importa mais de um milhão de toneladas de carne e representa um grande potencial para o Brasil crescer tanto em volume como em qualidade", comentou ao Notícias Agrícolas.

 

De acordo com o analista, a estratégia japonesa deve seguir um padrão semelhante ao que ocorreu com a carne suína brasileira. “O Japão começou comprando volumes tímidos de carne suína do Brasil e agora compra quantidades maiores. Então, inicialmente, a gente não vai ver o Japão com tanta fome por carne bovina a ponto de produzir impacto no nosso mercado”, observa.

 

Iglesias pondera ainda que o processo japonês é historicamente cauteloso e técnico, e que a entrada gradual da carne brasileira deve ser vista como uma construção de longo prazo, e não como um fator de curto prazo capaz de pressionar o mercado físico. “Temos que ficar atentos às tomadas de decisão do Japão, mas entender que o país não deve entrar com tanta força a ponto de desabastecer o mercado brasileiro ou influenciar significativamente na formação de preços.”

 

A avaliação reforça a percepção de que a abertura do Japão, embora estratégica para o Brasil, deve ter impacto mais simbólico do que econômico em sua fase inicial, funcionando como porta de entrada para mercados exigentes e de alto valor agregado, mas sem alterar de imediato a dinâmica da pecuária nacional.

 

Notícias Agrícolas

K2_PUBLISHED_IN Brasil

O consumidor brasileiro enfrentou um amargor extra no bolso com o preço do café em pó e em grãos ao longo de 2024, desembolsando até 46,1% a mais pelo produto. É o que revela a nova pesquisa “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizada pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados especializado. Segundo o levantamento, o preço médio do café subiu de R$ 36,89, em dezembro de 2023, para R$ 53,90 em dezembro de 2024

 

O item liderou a lista de maiores aumentos de preços no ano passado, figurando consistentemente entre as cinco maiores variações e sendo até comparado ao "novo azeite" em termos de impacto no orçamento dos consumidores. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra do grão no ciclo de 2024 foi estimada em 54,2 milhões de sacas de 60 quilos, indicando uma redução de 1,6% em relação ao volume produzido em 2023.

 

Em seguida ao café, outros itens registraram grandes variações de preços em 2024, como óleo de soja (37,3%), carne suína (35%), ovos (31,2%) e carne bovina (24,2%), nesta ordem.

 

Maiores altas em dezembro no país

 

Especificamente, em dezembro de 2024, a carne suína liderou as variações de aumento de preço em todo o país. A proteína registrou elevação de 12,1%, com o preço médio subindo de R$ 18,55, em novembro de 2024, para R$ 20,79 neste último monitoramento. Na sequência, aparecem os ovos (9,6%), óleo de soja (8%), carne bovina (7,9%) e café em pó e em grãos (5,9%).

 

“Podemos observar um reflexo do incremento na demanda nos varejos durante as festividades de fim de ano, combinado a fatores sazonais que impactam diretamente os custos”, explica Robson Munhoz, diretor de Relações Corporativas da empresa. “Por outro lado, a alta nos preços de itens como ovos, óleo de soja e café demonstra uma pressão inflacionária mais ampla no setor de alimentos, exigindo atenção redobrada de varejistas para ajustar estoques e minimizar rupturas no abastecimento.”

 

Variações de preços em dezembro Centro-Oeste

 

Na região Centro-Oeste, as maiores variações de alta de preço ocorreram nas seguintes categorias: detergente líquido (49,1%); carne suína (40%); café em pó e em grãos (13,2%); carne bovina (11,8%) e óleo de soja (8,8%). Já as principais quedas se concentraram nestas categorias: legumes (-13,2%); farinha de mandioca (-4,0%); pão (-3,7%); leite UHT (-3,1%) e queijos (-2,1%).

 

Jornal Somos

K2_PUBLISHED_IN Economia

O consumidor brasileiro precisou desembolsar mais para adquirir ovos e carne bovina e suína em outubro, conforme aponta o novo levantamento Variações de Preços: Brasil & Regiões, da Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados que desenvolve soluções para a gestão da cadeia de consumo. No período, o preço médio do ovo registrou alta de 7,7%, saltando de R$ 0,77 em setembro para R$ 0,83. Já a carne bovina teve incremento de 5,6% (de R$ 33,38 para R$ 35,24), enquanto a proteína suína subiu 5,3% (R$ 16,61 para R$ 17,49).

 

O preço da carne bovina tem registrado uma elevação significativa nos últimos três meses. Em agosto, quando o valor médio por quilo era de R$ 31,51, o ciclo pecuário atravessava um período de baixa, com um grande volume de bovinos disponíveis para abate. Durante o terceiro trimestre de 2024, por exemplo, foram abatidas 10,33 milhões de cabeças de gado, segundo a Pesquisa Trimestral da Pecuária do IBGE. Atualmente, o cenário se inverteu: com o envio de fêmeas para o abate, o número de nascimentos de bezerros diminuiu, o que tem levado à redução da oferta de carne bovina.

 

“Esse aumento também pode ser explicado pela seca histórica severa que atingiu o Brasil, combinada com as queimadas. Os produtores viram uma redução na produção de pasto, o principal alimento do gado, o que levou muitos pecuaristas a recorrerem ao confinamento, uma prática mais cara”, explica Anna Fercher, head de Customer Success e Insights da Neogrid. “Outro fator que contribui para o aumento do preço da carne bovina é a forte demanda externa. O aquecimento das exportações reduz a quantidade de carne disponível no mercado interno, pressionando os preços para cima.”

 

Produtos como o óleo e o frango também registraram elevações no preço de 4,7% e 3,3%, respectivamente. Em contrapartida, as categorias que apresentaram as maiores quedas no valor médio entre setembro e outubro foram legumes (-6,6%), farinha de mandioca (-3,7%), creme dental (-2,3%), leite em pó (-1,6%) e leite UHT (-1,4%).

 

Maiores elevações no Brasil em 2024

 

No acumulado do ano até outubro, o café, tanto em pó quanto em grãos, foi o líder em aumento de preços em todo o país. O produto teve alta de 36,3%, passando de R$ 36,89 em dezembro de 2023 para R$ 50,30 no último monitoramento. Em segundo lugar, aparece o leite UHT (25,0%), seguido por ovos (19,7%), refrigerantes (17,5%) e queijos (17,0%).

 

Variações de preços em outubro Centro-Oeste

 

Na região centro-oeste, as maiores variações de alta ocorreram nas seguintes categorias: carne suína (11,1%); frango (9,9%); carne bovina (6,2%); detergente líquido (5,6%) e óleo (5,3%). Já as principais quedas se concentraram nestas categorias: creme dental (-3,0%); leite em pó (-2,8%); sal (-2,2%); água mineral (-1,8%) e shampoo (-1,8%).

 

Rio Verde Rural 

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